Bolsonaro anuncia que governo deve cortar R$ 2,5 bilhões no Orçamento
Presidente sinalizou que somente um ministério deve sofrer com o bloqueio de recursos, mas não informou qual. Será o segundo contingenciamento do ano.
Presidente sinalizou que somente um ministério deve sofrer com o bloqueio de recursos, mas não informou qual. Será o segundo contingenciamento do ano.
Por Visual News Noticias / Sérgio Ferreira
O presidente Jair Bolsonaro anunciou neste sábado (20) que o governo deve fazer um corte de R$ 2,5 bilhões no Orçamento.
Parar para cumprimentar turistas na porta do Palácio da Alvorada já virou rotina. À tarde, o presidente Jair Bolsonaro repetiu o gesto e também falou com a imprensa.
Com o orçamento apertado, Bolsonaro disse que o governo deve anunciar um corte de R$ 2,5 bilhões. O presidente sinalizou que somente um ministério deve sofrer com o bloqueio de recursos, mas não informou qual. Será o segundo contingenciamento do ano.
“Nós estamos no sufoco. Nós queremos evitar que o governo pare. Dado o orçamento nosso completamente comprometido. Deve ter um novo corte agora. Para adiantar pra você. O que que deve acontecer, não fala que vai acontecer, tá certo? Um novo corte agora, R$ 2,5 bilhões, uma merreca! Concorda que é uma merreca perto do orçamento trilionário nosso? O que que estamos decidindo, equipe econômica? Em vez de cortar em seis ou sete ou oito ministérios e todo mundo ficar, morrer praticamente, corta de um só. Vamos matar um ministério só”, disse o presidente.
A liberação de saques do FGTS é outra expectativa para a semana. Bolsonaro queria ter anunciado na quinta passada, mas teve que adiar. O principal motivo foi a pressão do setor da construção civil. O FGTS financia obras de saneamento básico, infraestrutura e habitação popular.
O presidente disse que não houve recuo e que não quer desidratar o Minha Casa Minha Vida, que a equipe econômica está fazendo ajustes e a palavra final é do ministro da Economia, Paulo Guedes, e negou que esteja estudando o fim da multa de 40% por demissão sem justa causa, que foi criada para proteger o trabalhador.
O presidente também falou sobre a política de juros do Banco Central, prometendo não interferir.
“A Taxa Selic, vamos supor que baixe 1%. Equivale a quanto de economia para os cofres? Sabe quanto que vale? 1%? R$ 40 bilhões. Então, se cortasse, é só fazer as contas, né, 268, fazer as contas aí. Zero vírgula alguma coisa abaixo, não precisava fazer isso aí”, disse o presidente.
Nesta sexta (19), pouco antes do café da manhã com correspondentes internacionais, numa conversa informal com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o presidente atacou os governadores do Nordeste: "Daqueles governadores ‘de Paraíba’, o pior é o do Maranhão. Tem que ter nada com esse cara".
Em carta aberta, os governadores do Nordeste responderam: “Recebemos com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais, durante encontro com a imprensa internacional”.
Neste sábado, o governador de Alagoas, Renan Filho, do MDB, escreveu em rede social: "Não ao preconceito ao Nordeste e ao nosso povo. Respeito, federação e democracia são conceitos amplos, que não combinam com visão pequena, mesquinha".
Bolsonaro disse que a crítica era especifica para dois governadores: "Eu fiz uma crítica ao governador do Maranhão e da Paraíba. Vivem me esculhambando, obras federais vão pra lá e dizem que é deles. Não são deles é do povo. Tá certo? Críticas foram só a esses dois governadores, nada mais além disso”.
O presidente também se manifestou sobre outra declaração feita, no mesmo café com os correspondentes, nesta sexta (19), quando ele negou que houvesse fome no Brasil: “Da forma como é pregado lá fora, não existe a fome no Brasil. O que eu falei é que, no Brasil, se come mal. O que tira o homem da miséria não são bolsas, meu Deus do céu, é conhecimento”.
Bolsonaro foi questionado sobre o futuro do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, suspeito de uso de candidaturas-laranja no PSL, partido do presidente. O ministro se afastou do cargo, oficialmente, para tratar de "assuntos particulares". Bolsonaro disse que o ministro está de férias, como os parlamentares em recesso, porque ele é deputado.
Bolsonaro também falou sobre a escolha do futuro procurador-geral da República, disse que até, no máximo, 17 agosto, tem fumacinha branca, ou seja, decisão.
O presidente já recebeu a lista tríplice com os mais votados para o cargo e não se comprometeu a escolher pela lista. Disse que sua indicação vai surpreender. O mandato de Raquel Dodge termina em 17 de setembro.
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